Guia prático: saiba como utilizar Growth Hacking na sua empresa

Já bastante presente no dia a dia de empresas de tecnologia e startups, o growth hacking vem ganhando cada vez mais espaço e sendo importante fator para a tomada de decisões e crescimento dentro de uma empresa.

O termo, porém, ainda gera muita confusão. Pensando nisso, criamos este guia para ajudá-lo a compreender o que é growth hacking e como utilizá-lo na sua empresa. Acompanhe!

O que é growth hacking?

O growth hacking diz respeito às formas de trabalhar o crescimento de uma empresa com base em práticas empíricas, por meio do levantamento de hipóteses e da realização de experimentos, criando estratégias específicas que gerem resultados mais rapidamente.

Growth hacking consiste em encontrar brechas que possam ser exploradas de modo a favorecer o crescimento acelerado da empresa. Trata-se de uma abordagem científica para identificar gatilhos que possam gerar os resultados pretendidos.

Como utilizar growth hacking na sua empresa

Como o growth hacking é um processo científico, baseado em experimentação, é importante que os profissionais envolvidos tenham conhecimentos sobre tecnologia, metodologia de experimentos e, principalmente, sobre psicologia do consumidor e como ele se comporta ao longa da jornada de compra.

Confira um guia prático para utilizar growth hacking na sua empresa:

Defina o problema que você quer resolver

O primeiro passo é escolher qual o problema mais importante a ser resolvido e focar em solucioná-lo. Se houver mais de um, liste-os e divida-os em ordem de prioridade.

Utilize o funil do growth hacking

Assim como o funil de vendas, o funil do growth hacking é dividido em diferentes estágios:

  • Aquisição: atração e conquista de clientes.
  • Ativação: entrega da primeira boa experiência ao cliente.
  • Retenção: clientes satisfeitos; continuam a utilizar a solução ofertada pela empresa.
  • Receita: clientes geram renda para a empresa.
  • Indicações: quando os clientes indicam a solução oferecida pela empresa a outras pessoas.

Esse funil ajuda a deixar mais claro qual etapa precisa de melhorias e, assim, orientar as ações de growth hacking dentro da empresa.

Gere ideias

O objetivo é que as ideias tenham relação com o problema que foi delimitado anteriormente. 

Por exemplo: se o erro identificado foi o número de conversões no seu site, analise possíveis erros e busque melhorias fáceis de fazer. Páginas com pouco acesso, queda de tráfego ou landing pages com taxas ruins de conversão são alguns problemas que podem ser levantados.

Não se esqueça de pesquisar cases de sucesso, benchmarking de outras empresas e outras fontes de informação, como grupos de discussão, livros e sites.

Feito isso, reúna a equipe e faça uma reunião de brainstorming. A ideia é gerar o maior número de ideias possível, anotando cada uma delas e agrupando-as de acordo com a parte do funil do growth hacking que mais impactam.

Selecione as ideias

Agora é hora de selecionar as ideias da etapa anterior que serão levadas, de fato, à prática.

Atenha-se às ideias mais simples, aquelas que têm mais probabilidade de dar certo e de trazer resultados mais rapidamente.

O ideal é que cada etapa do funil tenha bastantes ideias. Cuide apenas para não selecionar mais do que seu time tem a capacidade de lidar e acompanhar os resultados.

Modelagem de experimentos

Esta é a hora das perguntas, o momento em que a parte científica do growth hacking aparece. É a etapa em que as ideias selecionadas viram hipóteses.

Também é aqui que devem ser definidas as ferramentas e as pessoas que serão utilizadas em cada experimento, sempre atentando-se à complexidade e ao custo de implementação de cada experimento.

Faça os experimentos

Ao colocar os experimentos em prática, realize testes A/B bem elaborados e que forneçam estatísticas relevantes que permitam avaliar o progresso e tirar conclusões que façam sentido.

Uma vez implementado, é fundamental monitorar o experimento e ficar de olho nos resultados preliminares.

Em relação aos resultados, deve-se evitar interromper o experimento antes do planejado. É normal que os números oscilem bastante no começo – por isso, paciência! Caso os resultados piorem exponencialmente, faça uso de bom senso e cancele o experimento se achar necessário.

Analise os resultados

Chegado o fim do período de experimentação, analise as métricas e dados colhidos e verifique os resultados.

Tenha em mente que a maioria experimentos – algo entre 50% e 80% – dá errado, mas que isso não significa que houve perda de tempo e recursos. Esta é uma etapa que também serve para analisar os erros e aprender, para não cometê-los novamente.

Esses aprendizados são ótimas fontes de novas ideias e acabam gerando insights valiosos.

Aplique em escalas maiores

Geralmente, os experimentos deve ser feitos em uma escala menor, como forma de reduzir potenciais prejuízos e para facilitar a mensuração de resultados.

Como consequência, é natural que mesmo os que deram certo não apresentem números muito animadores. Contudo, uma das forças do growth hacking está na soma de vários crescimentos pequenos.

Assim, pegue o experimento que deu certo e replique-o em grande escala, até que os resultados tornem-se relevantes.

O growth hacking deve ser encarado como uma forma de pensar, que permite que você trabalhe o crescimento da sua empresa de forma científica, embasada em hipóteses elaboradas e conhecimento empírico.

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Tk Santos

Tk Santos

Sócia e CMO na Agência Betminds, formada em Publicidade e Propaganda, Pós-Graduada em Cinema, com mais de 6 anos de experiência em Marketing e Produção de Conteúdo Digital.

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